domingo, 9 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
O Centro Espírita
Autor: Vianna de
Carvalho (espírito)
A medida que a Doutrina Espírita alcançava as mentes e os corações ansiosos de esclarecimento e consolo, aumentando a carga de trabalho do ínclito Codificador eis que ele fundou a 1º de Abril de 1858 a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que funcionou inicialmente na galeria de Valois, n° 35 em Palais-Royal.
Para que ficassem definidos os seus objetivos, declarou-os no Artigo 1° do seu Regulamento:
-Tem por finalidade precípua o estudo dos fenômenos espíritas e das suas aplicações, as manifestações morais, físicas, psicológicas e históricas da sociedade. Como continuasse a crescer o número de interessados no estudo dos postulados espiritistas, providenciou a ampliação do Regulamento ainda no mesmo ano, de forma a compatibilizar os interesses gerais com os fundamentos outrinários da novel Ciência filosófica e religiosa. Esse cuidado especial do mestre lionês preservaria a mensagem reveladora dos enxertos e adulterações que sempre ocorrem, na razão direta em que se expandem, em que se popularizam as idéias novas. Dessa forma, aquela Sociedade se tornaria o primeiro Centro Espírita onde os debates saudáveis e os desdobramentos dos conteúdos científicos, filosóficos, morais e religiosos da Doutrina encontrariam campo para serem aprofundados.
Sob a sua presidência, as discussões permaneciam em alto nível e quando se tornavam acaloradas, a sua intervenção sábia acalmava os ânimos a sua autoridade moral e cultural silenciava os mais renitentes. Outrossim, ali teriam lugar as memoráveis tertúlias espirituais, quando venerandas Entidades, utilizando-se de médiuns sérios e dedicados ofereciam lições ricas de sabedoria consolando e iluminando os membros atenciosos interessados no próprio desenvolvimento intelecto-moral bem como no da Humanidade para a qual veio o Espiritismo.
Dirimiam-se dificuldades de interpretação e consolidavam-se no seu recinto as bases do pensamento espírita com vistas ao porvir da sociedade humana.
Exemplo, verdadeiro modelo de instituição, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas deixou precioso legado, que o Centro Espírita moderno atualiza e mantém.
Célula máter do Movimento por facultar-lhe o desenvolvimento e propagá-lo, é escola de relevante importância para quantos se interessam pelo Espiritismo.
É escola, por oferecer os mais significativos recursos culturais para a educação das almas, encarnadas ou não. No seu labor desdobram-se as instruções que capacitam o aprendiz à conquista de uma existência feliz, enquanto adquire discernimento para conduzir-se com acerto. Ao mesmo tempo, propõe o limar das arestas e o disciplinar da conduta, aprimorando-a e condicionando-a às lições éticas do Evangelho de Jesus, desvelado pela interpretação racional que haure na Codificação. Doutrina eminentemente educativa, o Espiritismo tem a ver com todos os ramos do conhecimento, por isso mesmo conclamando ao seu estudo sistematizado e cuidadoso, bem como à sua reflexão meticulosa. Nas suas classes ressaltam os valores da inteligência e da razão para serem cultivados, aplicados no comportamento como roteiro de segurança. Igualmente é oficina de trabalho, por ensejar atividades múltiplas em benefício do próximo e da comunidade.
Sem lugar para a ociosidade dourada ou para a indiferença mórbida, a ação dignificadora nele se desdobra em mil expressões que elevam o ser. completando-o, planificando-o, dando-lhe sentido psicológico a existência planetária.
Desde a sua administração na busca incessante de qualidade até os serviços mais humildes quão indispensáveis, é celeiro de paz que resulta da valiosa aplicação das horas dos seus membros no trabalho libertador. Da mesma forma é templo de oração, destituído de ritualística, de cerimonial, de qualquer tipo de culto externa, caracterizando-se pela simplicidade, sendo agradável e propicio à elevação dos pensamentos a Deus e à ação da caridade em todas as suas expressões. Nas suas dependências devam ser preservadas os valores morais, a compostura, a dinâmica do amor, a fim de que a perfeita sintonia com Deus Jesus e os Espíritos Nobres tornem-no ambiente saturado por sutis vibrações, que proporcionam a paz e a renovação. Lugar de reequilibro e de harmonia, é, também, hospital de almas no qual terapias especializadas-passes água fluidificada (bioenergia), oração, desobsessão e iluminação de consciência -facultem a saúde do corpo, da mente e do espírito, emulando o paciente ao avanço, à vitória sobre si mesmo, sobre as paixões primitivas, que nele predominam. Não pode ser confundido, porém, com Nosocômios, Casas de Saúde, Clinicas Médicas e semelhantes, competindo com as mesmas, portadoras de bases acadêmicas, pois que desvirtuaria a sua finalidade essencial passando a conflitar com as Entidades especializadas no mister, as quais deve auxiliar e não produzir perturbação. No seu ambiente não há lugar para exibicionismo de natureza alguma que faça recordar os palcos do mundo, nos quais se projetam os conflitos do ego humano e as lutas características das naturais promoções competitivas do ser. Tampouco, pode agasalhar ou dar curso às inovações que ressumam do orientalismo ancestral ou das terapias alternativas atuais, desfigurando-/he, entorpecendo-lhe a finalidade superior. O Centro Espírita é laboratório para experiências, pesquisas mediúnicas elevadas e cumulativas, que confirmam sempre os postulados básicos exarados nas Obras fundamenteis que Allan Kardec divulgou, completando a Codificação Não é estanque o trabalho que nele se desenvolve, também não é fruto dos modismos; é isento de ortodoxias ou de atavismos; não enseja novidades frívolas ou aterradoras, muito do agrado daqueles que pensam nas glórias vãs da Terra em detrimento da responsabilidade e da seriedade que sempre devem constituir os seus programas. O Centro Espírita é campo de luz aberto a todos aqueles que tateiam nas trevas da ignorância, da presunção e do egoísmo apontando rumos de libertação. Atualizá-lo, sem lhe modificar os objetivos básicos; desenvolver as suas atividades, sem lhe alterar as estruturas ético-morais; qualificá-lo para os grandes momentos da hora presente como do futuro é dever de todos os espíritas, preservando as bases doutrinárias que nele devam viger: amor e estudo, ação da caridade fora da qual não há salvação, assim confirmando a promessa do Consolador, feita por Jesus, que abriria os braços para albergar, confortar e libertar todos aqueles que o busquem.
A medida que a Doutrina Espírita alcançava as mentes e os corações ansiosos de esclarecimento e consolo, aumentando a carga de trabalho do ínclito Codificador eis que ele fundou a 1º de Abril de 1858 a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que funcionou inicialmente na galeria de Valois, n° 35 em Palais-Royal.
Para que ficassem definidos os seus objetivos, declarou-os no Artigo 1° do seu Regulamento:
-Tem por finalidade precípua o estudo dos fenômenos espíritas e das suas aplicações, as manifestações morais, físicas, psicológicas e históricas da sociedade. Como continuasse a crescer o número de interessados no estudo dos postulados espiritistas, providenciou a ampliação do Regulamento ainda no mesmo ano, de forma a compatibilizar os interesses gerais com os fundamentos outrinários da novel Ciência filosófica e religiosa. Esse cuidado especial do mestre lionês preservaria a mensagem reveladora dos enxertos e adulterações que sempre ocorrem, na razão direta em que se expandem, em que se popularizam as idéias novas. Dessa forma, aquela Sociedade se tornaria o primeiro Centro Espírita onde os debates saudáveis e os desdobramentos dos conteúdos científicos, filosóficos, morais e religiosos da Doutrina encontrariam campo para serem aprofundados.
Sob a sua presidência, as discussões permaneciam em alto nível e quando se tornavam acaloradas, a sua intervenção sábia acalmava os ânimos a sua autoridade moral e cultural silenciava os mais renitentes. Outrossim, ali teriam lugar as memoráveis tertúlias espirituais, quando venerandas Entidades, utilizando-se de médiuns sérios e dedicados ofereciam lições ricas de sabedoria consolando e iluminando os membros atenciosos interessados no próprio desenvolvimento intelecto-moral bem como no da Humanidade para a qual veio o Espiritismo.
Dirimiam-se dificuldades de interpretação e consolidavam-se no seu recinto as bases do pensamento espírita com vistas ao porvir da sociedade humana.
Exemplo, verdadeiro modelo de instituição, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas deixou precioso legado, que o Centro Espírita moderno atualiza e mantém.
Célula máter do Movimento por facultar-lhe o desenvolvimento e propagá-lo, é escola de relevante importância para quantos se interessam pelo Espiritismo.
É escola, por oferecer os mais significativos recursos culturais para a educação das almas, encarnadas ou não. No seu labor desdobram-se as instruções que capacitam o aprendiz à conquista de uma existência feliz, enquanto adquire discernimento para conduzir-se com acerto. Ao mesmo tempo, propõe o limar das arestas e o disciplinar da conduta, aprimorando-a e condicionando-a às lições éticas do Evangelho de Jesus, desvelado pela interpretação racional que haure na Codificação. Doutrina eminentemente educativa, o Espiritismo tem a ver com todos os ramos do conhecimento, por isso mesmo conclamando ao seu estudo sistematizado e cuidadoso, bem como à sua reflexão meticulosa. Nas suas classes ressaltam os valores da inteligência e da razão para serem cultivados, aplicados no comportamento como roteiro de segurança. Igualmente é oficina de trabalho, por ensejar atividades múltiplas em benefício do próximo e da comunidade.
Sem lugar para a ociosidade dourada ou para a indiferença mórbida, a ação dignificadora nele se desdobra em mil expressões que elevam o ser. completando-o, planificando-o, dando-lhe sentido psicológico a existência planetária.
Desde a sua administração na busca incessante de qualidade até os serviços mais humildes quão indispensáveis, é celeiro de paz que resulta da valiosa aplicação das horas dos seus membros no trabalho libertador. Da mesma forma é templo de oração, destituído de ritualística, de cerimonial, de qualquer tipo de culto externa, caracterizando-se pela simplicidade, sendo agradável e propicio à elevação dos pensamentos a Deus e à ação da caridade em todas as suas expressões. Nas suas dependências devam ser preservadas os valores morais, a compostura, a dinâmica do amor, a fim de que a perfeita sintonia com Deus Jesus e os Espíritos Nobres tornem-no ambiente saturado por sutis vibrações, que proporcionam a paz e a renovação. Lugar de reequilibro e de harmonia, é, também, hospital de almas no qual terapias especializadas-passes água fluidificada (bioenergia), oração, desobsessão e iluminação de consciência -facultem a saúde do corpo, da mente e do espírito, emulando o paciente ao avanço, à vitória sobre si mesmo, sobre as paixões primitivas, que nele predominam. Não pode ser confundido, porém, com Nosocômios, Casas de Saúde, Clinicas Médicas e semelhantes, competindo com as mesmas, portadoras de bases acadêmicas, pois que desvirtuaria a sua finalidade essencial passando a conflitar com as Entidades especializadas no mister, as quais deve auxiliar e não produzir perturbação. No seu ambiente não há lugar para exibicionismo de natureza alguma que faça recordar os palcos do mundo, nos quais se projetam os conflitos do ego humano e as lutas características das naturais promoções competitivas do ser. Tampouco, pode agasalhar ou dar curso às inovações que ressumam do orientalismo ancestral ou das terapias alternativas atuais, desfigurando-/he, entorpecendo-lhe a finalidade superior. O Centro Espírita é laboratório para experiências, pesquisas mediúnicas elevadas e cumulativas, que confirmam sempre os postulados básicos exarados nas Obras fundamenteis que Allan Kardec divulgou, completando a Codificação Não é estanque o trabalho que nele se desenvolve, também não é fruto dos modismos; é isento de ortodoxias ou de atavismos; não enseja novidades frívolas ou aterradoras, muito do agrado daqueles que pensam nas glórias vãs da Terra em detrimento da responsabilidade e da seriedade que sempre devem constituir os seus programas. O Centro Espírita é campo de luz aberto a todos aqueles que tateiam nas trevas da ignorância, da presunção e do egoísmo apontando rumos de libertação. Atualizá-lo, sem lhe modificar os objetivos básicos; desenvolver as suas atividades, sem lhe alterar as estruturas ético-morais; qualificá-lo para os grandes momentos da hora presente como do futuro é dever de todos os espíritas, preservando as bases doutrinárias que nele devam viger: amor e estudo, ação da caridade fora da qual não há salvação, assim confirmando a promessa do Consolador, feita por Jesus, que abriria os braços para albergar, confortar e libertar todos aqueles que o busquem.
Página psicografada pelo médium Divaldo P.
Franco, na sessão mediúnica da noite de 25 de julho de 1995, no Centro Espirita
Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
Fonte: http://www.oespiritismo.com.br/textos/ver.php?id1=355
Fonte: http://www.oespiritismo.com.br/textos/ver.php?id1=355
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Os Espíritos Influenciam os Nossos Pensamentos e Atos?
Para admitir a influência dos Espíritos é necessário aceitar a ideia de que há Espíritos e que estes sobrevivem à morte do corpo físico.
A dúvida relativa à existência dos Espíritos tem como causa principal a ignorância acerca da sua verdadeira natureza. [...] Seja qual for a ideia que se faça dos Espíritos, a crença neles necessariamente se baseia na existência de um princípio inteligente fora da matéria.[1]
Na verdade, os Espíritos exercem grande influência nos acontecimentos da vida. Essa influência pode ser oculta (sutil) ou claramente percebida. Pode ser boa ou má, fugaz ou duradoura. Não é nada miraculoso ou sobrenatural.
Imaginamos erroneamente que a ação dos Espíritos só se deva manifestar por fenômenos extraordinários. Gostaríamos que nos viessem ajudar por meio de milagres e sempre os representamos armados de uma varinha mágica. Mas não é assim, razão por que nos parece oculta a sua intervenção e muito natural o que se faz com o concurso deles. Assim, por exemplo, eles provocarão o encontro de duas pessoas, que julgarão encontrar-se por acaso; inspirarão a alguém a ideia de passar por tal lugar; chamarão sua atenção para determinado ponto, se isso levar ao resultado que desejam, de tal modo que o homem, acreditando seguir apenas o próprio impulso, conserva sempre o seu livre-arbítrio.[2]
A influência dos Espíritos é ocorrência comum, garantida pelos os princípios da sintonia mental, pois “(…) é no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão de espírito a espírito”[3], ensina Emmanuel. Contudo, antes de ser estabelecida a sintonia entre duas mentes, ocorre os processos de afinidade intelectual ou moral, ou ambas, pois “o homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção. Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência. [4] E, mais, acrescenta o Benfeitor:
A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir. Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente. De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos. [...] Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que cercam. Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis. Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização. (…).[1]
Marta Antunes de Moura
[1] Francisco Cândido Xavier. Roteiro. Cap. 26, pág. 112.
[1] Allan Kardec. O Livro dos Médiuns. Pt. 1, cap. I, it, 1, p. 21-22.
[2]Idem. O Livro dos Espíritos. Q. 525-a-comentário, p. 352-353.
[3] Francisco Cândido Xavier. Roteiro. Cap. 28, pág. 119.
[4] Ibid. Cap. 26, pág. 111
Referências
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2ª ed.1ª reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009.
XAVIER, Francisco Cândido. Roteiro. 11ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004.
Fonte: http://www.febnet.org.br/blog/geral/colunistas/os-espiritos-influenciam-os-nossos-pensamentos-e-atos/
domingo, 12 de maio de 2013
Dia das Mães
Em nome
de Jesus, que a benção de nosso Mestre esteja dentro de nossos corações neste
momento e no coração daquelas pessoas que andam pela terra em sofrimento, em
agonias, em dores.Queremos neste momento agradecer a Deus porque nestes dias
aqui na terra e no céu comemoramos o dia das mães que é uma lembrança daquela
que nos deu a luz em nossa encarnação e quando relembramos as centenas de
encarnações que tivemos podemos recordar as dezenas de mães que tivemos;
podemos lembrar cada uma delas com seu rosto, seu jeito angelical, sorrindo ao
ver os seus filhos em seus braços pela primeira vez e nós, então, relembramos
com mais cuidado e carinho daquela que foi nossa mãe na última romagem na terra.
Os senhores, meus irmãos, também devem lembrar daquela que acolheu a cada um em
seus braços amorosos de mãe angelical. Aquelas mães venturosas e amigas que nos
acolheram em seus lares para que pudéssemos cumprir na terra uma missão. Relembro
também, quando na espiritualidade, em meio a sofrimentos, vagando pelo umbral,
pude rogar a Deus pela mãe que me foi amada na terra e recebi os seus eflúvios
espirituais através de suas preces e pude ser socorrido pelos nossos irmãos de
Nosso Lar; pude adentrar nessa cidade maravilhosa que me acolheu como irmão
necessitado, e, depois de receber auxilio de mãos amigas, pude tornar-me um
espírito trabalhador da seara do Senhor para poder resgatar os débitos
anteriores e começar a semear um campo de paz , de flores, de luz, de amor e de
fraternidade. Certo dia, pela graça divina, assistido pelos mentores que me
cuidavam, pude adormecer, e visitar um outro estágio da vida em outra dimensão,
superior, um lugar muito mais elevado, através do sonho do corpo perispiritual.
Pude ver um céu diferente e lá então reconhecer aquela que havia sido minha mãe
na terra. Então aprendemos que as mães venturosas nunca esquecem os seus
filhos, lembram de nós todos os dias e todas as horas porque permanecem conosco
e vivem em nosso coração. Mas sempre esquecemos daquelas mães que abandonam
seus filhos pelas ruas, para as drogas, para o mal. Elas os esquecem;
tratam-nos como seres estranhos, deixam-nos a mercê de todas as mazelas que
cobrem o mundo. Então eles se perdem porque não tem o carinho e o afeto da mãe
que cobra deles um trabalho honesto, o estudo edificante, a religião
santificante, a conduta proba e reta. Lembramos essas mães que não deixam seus
filhos nascer, que abortam, que jogam numa lata de lixo um feto que é a
reencarnação de um espírito cuja fase de crescimento no útero é interrompida
por causa da sociedade, do medo, da angústia, do que vão dizer , do que vão
fazer. Então nesta semana que relembramos as mães venturosas e angelicais que
olham por nós, relembramos também aquelas que esquecem os seus filhos. Pedimos
a Deus e a Jesus que olhem por elas, que comecem a acreditar que são parte da
vida universal e que devem cumprir sua missão nesta imensidão grandiosa; que
elas lembrem que tem a responsabilidade de doar vida aos espíritos que desejam
reencarnar e não só colocá-los no mundo através do nascimento, mas sim,
educá-los para a vida e para Deus. Jesus abençoe a todos nós, abençoe as mães
encarnadas e as mães desencarnadas. Relembramos ainda que nós também já tivemos
dezenas de mães, em dezenas de renascimentos, E essas mães são todas aquelas
pessoas que nos socorrem, que nos conduzem. Recordamos também as pessoas que
assumem o papel de mãe em diversas situações: Todas são mães, desde a
professora, a instrutora, aquela que nos conduz, a que nos ensina, aquela que
nos leva para o bom caminho...
Jesus nos abençoe e guarde.
Abençoe e inspire para sempre todas as mães do mundo. Até outro momento.
André Luiz.
Psicofonia: Luiz Marini
Fonte: http://www.cebezerrademenezes.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=64:diadasmaes&catid=2:mensagens-recebidas&Itemid=8
sábado, 20 de abril de 2013
30 anos do Centro Espírita Irmãos de Luz
Tudo
começou em 25 de abril 1983, na Rua Campos França, nº 41, no bairro da Lapinha.
As reuniões eram feitas na residência de Dona Nair, que era adepta do
Candomblé. A reunião começou com apenas três pessoas espíritas, as quais
criaram um grupo jovem, com suas próprias técnicas. O grupo foi crescendo e o
entusiasmo era geral. No início a reunião acontecia uma vez por semana, depois
passou para todos os dias. Por motivos familiares o grupo teve que acabar, gerando
assim uma insatisfação coletiva. No intuito de retornar as atividades tentou-se
o retorno, porém sem êxito.
Na
mesma rua, na casa de n° 21 de propriedade da Sra. Vandete Lima Roza, conhecida
carinhosamente por “Dona Russa”, um
dos componentes do grupo anterior, recomeçou as reuniões com a prática do
Evangelho no lar no quarto de seu filho Carlinhos, porém, este cômodo foi
ficando pequeno com o aumento do grupo, assim, Dona Russa por ser simpática à
Doutrina Espírita, cedeu o seu próprio quarto que era maior, ficando este,
destinado ao grupo doutrinário, estudos mediúnicos e artes. A partir de então passamos
a pertencer a UDE – 3. Com o nome inicial de Grupo Espírita Kardecista demos
continuidade a nossas atividades, anos depois foi adotado o nome Centro
Espírita Irmãos de Luz que hoje localiza-se no Cabula, na rua Josete Bispo, Tv. Josete Bispo. A casa foi cedida
por um dos membros do grupo conhecido por Paulinho. Com muito trabalho,
dedicação e várias campanhas para arrecadação de fundos construímos a nossa
casa hoje denominada Centro Espírita Irmãos de Luz.
Na comemoração fomos brindados com o belo coral
A palestra da irmã Lucemar nos falando da importância do Centro Espírita
A esquerda o fundador e ex-presidente Carlinhos e a direita o atual presidente José Alberto
sábado, 13 de abril de 2013
Religiosidade juvenil – Fator de importância para o Espiritismo
Por: Clara Lila Gonzales de Araújo
“Disse então aos discípulos: A seara é verdadeiramente grande, mas poucos os trabalhadores. Rogai, pois, ao dono da seara que mande trabalhadores para ela.”(Mateus, 9:37 e 38.)
Jesus conclamava seus discípulos a reunirem em torno de si todos os seguidores do Cristianismo,adeptos de boa vontade,que se esforçassem sinceramente na pregação moral pura que Ele ensinava. A mensagem do Cristo devia ser anunciada pelos trabalhadores corajosos e perseverantes, que seriam preparados para divulgá-la por diversas regiões, pois “acompanhava-o grande multidão de povo da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém e de além do Jordão” (Mateus, 4:25). A Doutrina de Jesus é simples e clara em seus princípios e dirige-se, principalmente, aos deserdados e humildes.
Nos tempos atuais, em que se abre uma nova era, outros obreiros surgem para fazer parte das fileiras convocadas por Jesus. São as gerações recentes, que possuem as legítimas aspirações do coração e do espírito, e que retornam ao corpo de carne com o propósito de fundar a era do progresso moral. Esses Espíritos se distinguem por inteligência e razão, geralmente possuidores de sentimentos inatos do bem e simpatizantes de crenças espiritualistas. Não são exatamente seres superiores, mas possuem certo progresso moral e se acham predispostos a assimilar concepções transformadoras, de cunho religioso, científico e filosófico, que lhes permitam agir em prol da consolidação do movimento de regeneração do orbe. Ao analisar a chegada dos tempos, quando grandes acontecimentos ocorrerão para a melhoria da Humanidade,Allan Kardec observa:
A nova geração marchará, pois, para a realização de todas as ideias humanitárias compatíveis com o grau de adiantamento a que houver chegado.Avançando para o mesmo alvo e realizando seus objetivos, o Espiritismo se encontrará com ela no mesmo terreno.Aos homens progressistas se deparará nas ideias espíritas poderosa alavanca e o Espiritismo achará, nos novos homens,espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo. [...]1
Ao refletirmos sobre o jovem,no que tange à sua religiosidade, é comum verificar que a religião, conforme orientação da educadora espiritual Joanna de Ângelis, é primordial e importante na sua formação moral e cultural, ampliando-lhe a compreensão em torno das realidades que o cercam, influindo, fortemente, nas escolhas essenciais e prioritárias. A mentora, ao avaliar essas conquistas, esclarece:
A religião é portadora de significativa contribuição ética e espiritual no desenvolvimento do caráter e na afirmação da personalidade do jovem em desenvolvimento. Através dos seus postulados básicos, o educando nela haure a consciência de si e o começo do amadurecimento dos valores significativos, que lhe incorporarão em definitivo, estabelecendo-lhe paradigmas de comportamento para toda existência.[...] O adolescente traz em si o arquétipo religioso, que remanesce das experiências de outras reencarnações, o que o leva à busca de Deus e da imortalidade do Espírito, de forma que,reencontrando a proposta da fé,assimila-a com facilidade. [...]2
O jovem precisa conhecer de forma verdadeira a mensagem do Cristo, guardando-a no coração para o êxito de suas encarnações futuras! “[...] os conhecimentos adquiridos em cada existência não mais se perdem [...]”.3 Durante as reencarnações, o moço os esquece momentaneamente; a intuição, contudo, permite conservá-los, auxiliando-o em seu progresso espiritual no mundo material.
Não será sem esforço que o adolescente irá adquirir condições necessárias para o seu legítimo desabrochamento no campo dos postulados religiosos. Se não for estimulado apropriadamente, ele poderá tornar-se ateu ou experimentar uma variedade de posições religiosas e mudanças muito frequentes, motivado por períodos místicos exagerados. Os limites são imprecisos em consequência de sua inteligência, que se diversifica, e de suas aptidões particulares que se definem, gradualmente, permitindo-lhe escolher caminhos e engajar-se em experiências de vida adulta, estabelecendo vínculos entre ele e os outros.Nem sempre, porém, encontrará uma estrutura educativa que lhe permita consolidar certos interesses familiares, sociais e religiosos, faltando-lhe, às vezes, condições de amadurecimento emocional no uso de sua autonomia para o desempenho dos vários papéis que irá exercer ao longo de sua existência.
Quando o adolescente não é preparado para adquirir e aceitar certos valores espirituais, torna-se inseguro para enfrentar os desafios e descamba para a rebeldia, o sarcasmo e a indiferença, portas de entrada à delinquência e ao desespero. Nos malogros naturais que ocorrem durante o seu desenvolvimento, a religião se torna fator indispensável para que compreenda as situações existenciais perturbadoras, esclarecendo-se para entender o porquê de nem sempre ser bem-sucedido nos resultados obtidos das lutas que trava a cada dia, pois as provas que contraímos se tornam recursos de aprendizagem valiosos e ninguém evolui sem as enfrentar corajosamente.
Infelizmente, a maioria carece de orientação adequada dos pais, que deveriam incumbir-se da preparação de seu porvir espiritual. O bondoso Espírito Emmanuel, preocupado com o destino dos jovens, “[...] que somam às tendências do passado as experiências recém-adquiridas”,4 tece anotações sobre o problema, considerando principalmente:
[...] todos vieram da estação infantil para o desempenho de nobre destino.Entretanto, quantas ansiedades e quantas flagelações quase todos padecem, antes de se firmarem no porto seguro do dever a cumprir!... Ao mapa de orientação respeitável que trazem das esferas superiores, a transparecer-lhes do sentimento, na forma de entusiasmos e sonhos juvenis, misturam-se as deformações da realidade terrestre que neles espera a redenção do futuro. Muitos saem da meninice moralmente
mutilados [...] e [...] acordam no labirinto dos exemplos lamentáveis, partidos daqueles mesmos de quem contavam colher as diretrizes do aprimoramento interior.
A par dos vários enigmas que se destacam na educação e no encaminhamento da juventude atual,encontramos sérios entraves, que dificultam o seu autoaperfeiçoamento, interferindo nas ações evangelizadoras que auxiliam o jovem na obtenção do conhecimento doutrinário e da prática espírita-cristã.
Na entrevista com o médium Divaldo Pereira Franco, sob a inspiração do Espírito Bezerra de Menezes, em homenagem aos 35 anos da Campanha Permanente de Evangelização Espírita Infantojuvenil (2012), o preclaro mentor aponta uma dessas graves questões: O jovem moderno vive uma rotina tecnológica muito especial e perigosa. A comunicação virtual que se lhe encontra ao alcance no lar, sem a orientação nem a vigilância dos pais, facilmente indu-lo à convivência com portadores de transtornos de comportamento, pessoas viciosas, grupos atormentados que o cativam e o arrastam para as suas malhas perigosas. Esse trabalho de assistência é essencialmente da família, que tem o dever de selecionar os sites que os filhos visitam, de tomar contato com os seus relacionamentos dentro de uma convivência equilibrada e sem imposições absurdas, facilitando o trabalho do evangelizador.
As pessoas, principalmente os jovens, mergulham na sociedade que cultua a informação. São as demandas por soluções e decisões imediatas entre os seus pares. Alertados para o problema, precisamos adquirir conhecimentos que nos permitam assimilar essa rapidez na busca alucinante por respostas a todas as suas indagações, exigindo dos pais, dos evangelizadores e dos educadores uma capacidade de adaptação e flexibilidade muito grandes.Como vigiar os impulsos dos jovens com suas energias sobrecarregadas de vitalidade e supondo tudo saber sobre a vida? A experiência vai lhes mostrar a excelência dos valores legítimos, levando-os a discernir. Ter paciência com eles significa, sobretudo, cuidar para que a religião seja a força que amplie os potenciais dos seus sentimentos e que, no Espiritismo, encontrem a sua renovação mental.
Portanto, é nosso dever encaminhar os moços aos centros espíritas, na execução das tarefas de amor que os aguardam, atendendo ao apelo do Mestre para que outros obreiros atuem no serviço misericordioso a ser cumprido em sua vasta seara.
Referências:
1KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 52. ed. 5. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2012. cap. 18, it. 24.
2FRANCO, Divaldo P. Adolescência e vida.Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador (BA): Leal, 1997. cap. 19, O adolescente e a religião.
3KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 92. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2012. q. 218a.
4XAVIER, Francisco C. Religião dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. 21. ed. 3. reimp.p. 205.
5______. ______. p. 205 e 206.
6DUSI, Miriam M. (Coord.). Sublime sementeira: Evangelização espírita infantojuvenil.2. reimp. Brasília: FEB, 2012. Entrevista com Divaldo Franco, sob inspiração de Bezerra de Menezes. p. 53 e 54, resposta à q. 5.
Fonte: http://www.sistemas.febnet.org.br/reformadoronline/pagina/?id=351
“Disse então aos discípulos: A seara é verdadeiramente grande, mas poucos os trabalhadores. Rogai, pois, ao dono da seara que mande trabalhadores para ela.”(Mateus, 9:37 e 38.)
Jesus conclamava seus discípulos a reunirem em torno de si todos os seguidores do Cristianismo,adeptos de boa vontade,que se esforçassem sinceramente na pregação moral pura que Ele ensinava. A mensagem do Cristo devia ser anunciada pelos trabalhadores corajosos e perseverantes, que seriam preparados para divulgá-la por diversas regiões, pois “acompanhava-o grande multidão de povo da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém e de além do Jordão” (Mateus, 4:25). A Doutrina de Jesus é simples e clara em seus princípios e dirige-se, principalmente, aos deserdados e humildes.
Nos tempos atuais, em que se abre uma nova era, outros obreiros surgem para fazer parte das fileiras convocadas por Jesus. São as gerações recentes, que possuem as legítimas aspirações do coração e do espírito, e que retornam ao corpo de carne com o propósito de fundar a era do progresso moral. Esses Espíritos se distinguem por inteligência e razão, geralmente possuidores de sentimentos inatos do bem e simpatizantes de crenças espiritualistas. Não são exatamente seres superiores, mas possuem certo progresso moral e se acham predispostos a assimilar concepções transformadoras, de cunho religioso, científico e filosófico, que lhes permitam agir em prol da consolidação do movimento de regeneração do orbe. Ao analisar a chegada dos tempos, quando grandes acontecimentos ocorrerão para a melhoria da Humanidade,Allan Kardec observa:
A nova geração marchará, pois, para a realização de todas as ideias humanitárias compatíveis com o grau de adiantamento a que houver chegado.Avançando para o mesmo alvo e realizando seus objetivos, o Espiritismo se encontrará com ela no mesmo terreno.Aos homens progressistas se deparará nas ideias espíritas poderosa alavanca e o Espiritismo achará, nos novos homens,espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo. [...]1
Ao refletirmos sobre o jovem,no que tange à sua religiosidade, é comum verificar que a religião, conforme orientação da educadora espiritual Joanna de Ângelis, é primordial e importante na sua formação moral e cultural, ampliando-lhe a compreensão em torno das realidades que o cercam, influindo, fortemente, nas escolhas essenciais e prioritárias. A mentora, ao avaliar essas conquistas, esclarece:
A religião é portadora de significativa contribuição ética e espiritual no desenvolvimento do caráter e na afirmação da personalidade do jovem em desenvolvimento. Através dos seus postulados básicos, o educando nela haure a consciência de si e o começo do amadurecimento dos valores significativos, que lhe incorporarão em definitivo, estabelecendo-lhe paradigmas de comportamento para toda existência.[...] O adolescente traz em si o arquétipo religioso, que remanesce das experiências de outras reencarnações, o que o leva à busca de Deus e da imortalidade do Espírito, de forma que,reencontrando a proposta da fé,assimila-a com facilidade. [...]2
O jovem precisa conhecer de forma verdadeira a mensagem do Cristo, guardando-a no coração para o êxito de suas encarnações futuras! “[...] os conhecimentos adquiridos em cada existência não mais se perdem [...]”.3 Durante as reencarnações, o moço os esquece momentaneamente; a intuição, contudo, permite conservá-los, auxiliando-o em seu progresso espiritual no mundo material.
Não será sem esforço que o adolescente irá adquirir condições necessárias para o seu legítimo desabrochamento no campo dos postulados religiosos. Se não for estimulado apropriadamente, ele poderá tornar-se ateu ou experimentar uma variedade de posições religiosas e mudanças muito frequentes, motivado por períodos místicos exagerados. Os limites são imprecisos em consequência de sua inteligência, que se diversifica, e de suas aptidões particulares que se definem, gradualmente, permitindo-lhe escolher caminhos e engajar-se em experiências de vida adulta, estabelecendo vínculos entre ele e os outros.Nem sempre, porém, encontrará uma estrutura educativa que lhe permita consolidar certos interesses familiares, sociais e religiosos, faltando-lhe, às vezes, condições de amadurecimento emocional no uso de sua autonomia para o desempenho dos vários papéis que irá exercer ao longo de sua existência.
Quando o adolescente não é preparado para adquirir e aceitar certos valores espirituais, torna-se inseguro para enfrentar os desafios e descamba para a rebeldia, o sarcasmo e a indiferença, portas de entrada à delinquência e ao desespero. Nos malogros naturais que ocorrem durante o seu desenvolvimento, a religião se torna fator indispensável para que compreenda as situações existenciais perturbadoras, esclarecendo-se para entender o porquê de nem sempre ser bem-sucedido nos resultados obtidos das lutas que trava a cada dia, pois as provas que contraímos se tornam recursos de aprendizagem valiosos e ninguém evolui sem as enfrentar corajosamente.
Infelizmente, a maioria carece de orientação adequada dos pais, que deveriam incumbir-se da preparação de seu porvir espiritual. O bondoso Espírito Emmanuel, preocupado com o destino dos jovens, “[...] que somam às tendências do passado as experiências recém-adquiridas”,4 tece anotações sobre o problema, considerando principalmente:
[...] todos vieram da estação infantil para o desempenho de nobre destino.Entretanto, quantas ansiedades e quantas flagelações quase todos padecem, antes de se firmarem no porto seguro do dever a cumprir!... Ao mapa de orientação respeitável que trazem das esferas superiores, a transparecer-lhes do sentimento, na forma de entusiasmos e sonhos juvenis, misturam-se as deformações da realidade terrestre que neles espera a redenção do futuro. Muitos saem da meninice moralmente
mutilados [...] e [...] acordam no labirinto dos exemplos lamentáveis, partidos daqueles mesmos de quem contavam colher as diretrizes do aprimoramento interior.
A par dos vários enigmas que se destacam na educação e no encaminhamento da juventude atual,encontramos sérios entraves, que dificultam o seu autoaperfeiçoamento, interferindo nas ações evangelizadoras que auxiliam o jovem na obtenção do conhecimento doutrinário e da prática espírita-cristã.
Na entrevista com o médium Divaldo Pereira Franco, sob a inspiração do Espírito Bezerra de Menezes, em homenagem aos 35 anos da Campanha Permanente de Evangelização Espírita Infantojuvenil (2012), o preclaro mentor aponta uma dessas graves questões: O jovem moderno vive uma rotina tecnológica muito especial e perigosa. A comunicação virtual que se lhe encontra ao alcance no lar, sem a orientação nem a vigilância dos pais, facilmente indu-lo à convivência com portadores de transtornos de comportamento, pessoas viciosas, grupos atormentados que o cativam e o arrastam para as suas malhas perigosas. Esse trabalho de assistência é essencialmente da família, que tem o dever de selecionar os sites que os filhos visitam, de tomar contato com os seus relacionamentos dentro de uma convivência equilibrada e sem imposições absurdas, facilitando o trabalho do evangelizador.
As pessoas, principalmente os jovens, mergulham na sociedade que cultua a informação. São as demandas por soluções e decisões imediatas entre os seus pares. Alertados para o problema, precisamos adquirir conhecimentos que nos permitam assimilar essa rapidez na busca alucinante por respostas a todas as suas indagações, exigindo dos pais, dos evangelizadores e dos educadores uma capacidade de adaptação e flexibilidade muito grandes.Como vigiar os impulsos dos jovens com suas energias sobrecarregadas de vitalidade e supondo tudo saber sobre a vida? A experiência vai lhes mostrar a excelência dos valores legítimos, levando-os a discernir. Ter paciência com eles significa, sobretudo, cuidar para que a religião seja a força que amplie os potenciais dos seus sentimentos e que, no Espiritismo, encontrem a sua renovação mental.
Portanto, é nosso dever encaminhar os moços aos centros espíritas, na execução das tarefas de amor que os aguardam, atendendo ao apelo do Mestre para que outros obreiros atuem no serviço misericordioso a ser cumprido em sua vasta seara.
Referências:
1KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 52. ed. 5. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2012. cap. 18, it. 24.
2FRANCO, Divaldo P. Adolescência e vida.Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador (BA): Leal, 1997. cap. 19, O adolescente e a religião.
3KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 92. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2012. q. 218a.
4XAVIER, Francisco C. Religião dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. 21. ed. 3. reimp.p. 205.
5______. ______. p. 205 e 206.
6DUSI, Miriam M. (Coord.). Sublime sementeira: Evangelização espírita infantojuvenil.2. reimp. Brasília: FEB, 2012. Entrevista com Divaldo Franco, sob inspiração de Bezerra de Menezes. p. 53 e 54, resposta à q. 5.
Fonte: http://www.sistemas.febnet.org.br/reformadoronline/pagina/?id=351
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Os Simbolismos da Páscoa e o Espiritismo
A palavra Páscoa tem origem em dois vocábulos hebraicos: um, derivado do verbo pasah, quer dizer “passar por cima” (Êxodo, 23: 14-17), outro, traz raiz etimológica de pessach (ou pasha, do grego) indica apenas “passagem”. Trata-se de uma festa religiosa tradicionalmente celebrada por judeus e por católicos das igrejas romana e ortodoxa, cujo significado é distinto entre esses dois grupos religiosos.
No judaísmo, a Páscoa comemora dois gloriosos eventos históricos, ambos executados sob a firme liderança de Moisés: no primeiro, os judeus são libertados da escravidão egípcia, assinalada a partir da travessia no Mar Vermelho (Êxodo, 12, 13 e 14). O segundo evento caracteriza a vida em liberdade do povo judeu, a formação da nação judaica e a sua organização religiosa, culminada com o recebimento do Decálogo ou Os Dez Mandamentos da Lei de Deus (Êxodo 20: 1 a 21). As festividades da Páscoa judaica duram sete dias, sendo proibida a ingestão de alimentos e bebidas fermentadas durante o período. Os pães asmos (hag hammassôt), fabricados sem fermento, e a carne de cordeiro são os alimentos básicos.
A Páscoa católica, festejada pelas igrejas romana e ortodoxa, refere-se à ressurreição de Jesus, após a sua morte na cruz (Mateus, 28: 1-20; Marcos, 16: 1-20; Lucas, 24: 1-53; João, 20: 1-31 e 21: 1-25). A data da comemoração da Páscoa cristã, instituída a partir do século II da Era atual, foi motivo de muitos debates no passado. Assim, no primeiro concílio eclesiástico católico, o Concílio Nicéia, realizado em 325 d.C, foi estabelecido que a Páscoa católica não poderia coincidir com a judaica. A partir daí,a Igreja de Roma segue o calendário Juliano (instituído por Júlio César), para evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach. Entretanto, as igrejas da Ásia Menor, permaneceram seguindo o calendário gregoriano, de forma que a comemoração da Páscoa dos católicos ortodoxos coincide, vez ou outra, com a judaica.[1]
Os cristãos adeptos da igreja reformada, em especial a luterana, não seguem os ritos dos católicos romanos e ortodoxos, pois não fazem vinculações da Páscoa com a ressurreição do Cristo. Adotam a orientação mais ampla de que há, com efeito, apenas uma ceia pascoal, uma reunião familiar, instituída pelo próprio Jesus (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13) no dia da Páscoa judaica.[2] Assim, entendem que não há porque celebrar a Páscoa no dia da ressurreição do Cristo. Por outro, fundamentados em certas orientações do apóstolo Paulo (1 Coríntios,5:7), defendem a ideia de ser o Cristo, ele mesmo, a própria Páscoa, associando a este pensamento importante interpretação de outro ensinamento de Paulo de Tarso (1Corintios, 5:8): o “cristão deve lançar fora o velho fermento, da maldade e da malícia, e colocar no lugar dele os asmos da sinceridade e da verdade.”[3]
Algumas festividades politeístas relacionados à chegada da primavera e à fertilidade passaram à posteridade e foram incorporados à simbologia da Páscoa. Por exemplo, havia (e ainda há) entre países da Europa e Ásia Menor o hábito de pintar ovos cozidos com
cores diferentes e decorá-los com figuras abstratas, substituídos, hoje, por ovos de chocolate. A figura do coelho da páscoa, tão comum no Ocidente, tem origem no culto à deusa nórdica da fertilidade Gefjun, representada por uma lebre (não coelho). As sacerdotisas de Gefjun eram capazes de prever o futuro, observando as vísceras do animal sacrificado.[1]
É interessante observar que nos países de língua germânica, no passado, havia uma palavra que denotava a festa do equinócio do inverno. Subsequentemente, com a chegada do cristianismo, essa mesma palavra passou a ser empregada para denotar o aniversário da ressurreição de Cristo. Essa palavra, em inglês, “Easter”, parece ser reminiscência de “Astarte”, a deusa-mãe da fertilidade, cujo culto era generalizado por todo o mundo antigo oriental e ocidental, e que na Bíblia é chamada de Astarote. (…) Já no grego e nas línguas neolatinas, “Páscoa” é nome que se deriva do termo grego pascha.[2]
A Doutrina Espírita não comemora a Páscoa, ainda que acate os preceitos do Evangelho de Jesus, o guia e modelo que Deus nos concedeu: “(…) Jesus representa o tipo da perfeição moral que a Humanidade pode aspirar na Terra.”[3] Contudo, é importante destacar: o Espiritismo respeita a Páscoa comemorada pelos judeus e cristãos, e compartilha o valor do simbolismo representado, ainda que apresente outras interpretações. A liberdade conquistada pelo povo judeu, ou a de qualquer outro povo no Planeta, merece ser lembrada e celebrada. Os Dez Mandamentos, o clímax da missão de Moisés, é um código ”(…) de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, caráter divino. (…).”[4] A ressurreição do Cristo representa a vitória sobre a morte do corpo físico, e anuncia, sem sombra de dúvidas, a imortalidade e a sobrevivência do Espírito em outra dimensão da vida.
Os discípulos do Senhor conheciam a importância da certeza na sobrevivência para o triunfo da vida moral. Eles mesmos se viram radicalmente transformados, após a ressurreição do Amigo Celeste, ao reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo. Por isso mesmo, atraiam companheiros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o Mestre prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.[5]
Os espíritas, procuramos comemorar a Páscoa todos os dias da existência, a se traduzir no esforço perene de vivenciar a mensagem de Jesus, estando cientes que, um dia, poderemos também testemunhar esta certeza do inesquecível apóstolo dos gentios: “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim”. (Gálatas 2.20)[6]
[1] //pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa Acesso: 27/03/2013.
[2] J.D. Douglas. O Novo Dicionário da Bíblia. Pág. 1002.
[3] Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Q. 625, pág.
[4] Idem. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. I, it. 2, pág. 56.
[5] Francisco Cândido Xavier. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. Cap. 176, pág. 365.
[6] Bíblia de Jerusalém. Pág. 2033.
Referências
BÍBLIA DE JERUSALÉM. Diversos tradutores. São Paulo: Paulus, 2002.
ELWELL, Walter A (editor). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Trad. Gordon Chow. 1ªed. 3ª reimp. Vol. III. São Paulo: Edições Vida Nova, 2003.
DOUGLAS, J.D. (organizador). O Novo Dicionário da Bíblia. Tradução de João Bentes. 3ª ed. rev. São Paulo: Vida Nova, 2006.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2ªed. 1ª reimp. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2011.
_____. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1ªed. 1ª reimp. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2008.
XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. 1ªed. 3ª reimp. Brasília: FEB Editora, 2012 (Coleção Fonte viva;2)
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