sábado, 26 de janeiro de 2013

Allan Kardec


Muitas pessoas que se interessam pelo Espiritismo manifestam muitas vezes o pesar de não possuírem senão muito imperfeito conhecimento da biografia de Allan Kardec, e de não saberem onde encontrar, sobre aquele a quem chamamos Mestre, as informações que desejariam conhecer. Pois é para honrar Allan Kardec e festejar a sua memória que nos achamos hoje reunidos, e mesmo sentimento de veneração e de reconhecimento faz vibrar todos os corações.
Em respeito ao fundador da filosofia espírita, permiti-me, no intuito de tentar corresponder a tão legítimo desejo, que vos entretenha alguns momentos com esse Mestre amado, cujos trabalhos são universalmente conhecidos e apreciados, e cuja vida íntima e laboriosa existência são apenas conjeturadas. Se fácil foi a todos os investigadores conscienciosos inteirarem-se do alto valor e do grande alcance da obra de Allan Kardec pela leitura atenta das suas produções, bem poucos puderam, pela ausência até hoje de elementos para isso, penetrar na vida do homem íntimo e seguí-lo passo a passo no desempenho da sua tarefa, tão grande, tão gloriosa e tão bem preenchida.
Não somente a biografia de Allan Kardec é pouco conhecida, senão que ainda está por ser escrita. A inveja e o ciúme semearam sobre ela os mais evidentes erros, as mais grosseiras e as mais impudentes calúnias. Vou, portanto, esforçar-me por mostrar-vos, com luz mais verdadeira, o grande iniciador de quem nos desvanecemos de ser discípulos. Todos sabeis que a nossa cidade se pode honrar, a justo título, de ter visto nascer entre seus muros esse pensador tão arrojado quão metódico, esse filósofo sábio, clarividente e profundo, esse trabalhador obstinado cujo labor sacudiu o edifício religioso do Velho Mundo e preparou os novos fundamentos que deveriam servir de base à evolução e à renovação da nossa sociedade caduca, impelindo-a para um ideal mais são, mais elevado, para um adiantamento intelectual e moral seguros.
Foi, com efeito, em Lião, que, a 3 de outubro de 1804, nasceu de antiga família lionesa, com o nome de Rivail, aquele que devia mais tarde ilustrar o nome de Allan Kardec e conquistar para ele tantos títulos à nossa profunda simpatia, ao nosso filial reconhecimento. Eis aqui a esse respeito um documento positivo e oficial: “Aos 12 do vindemiário3 do ano XIII, auto do nascimento de Denizard Hippolyte-Léon Rivail, nascido ontem às 7 horas da noite, filho de Jean Baptiste – Antoine Rivail, magistrado, juiz, e Jeanne Duhamel, sua esposa, residentes em Lião, rua Sala n° 76. “O sexo da criança foi reconhecido como masculino. “Testemunhas maiores: “Syriaque-Frédéric Dittmar, diretor do estabelecimento das águas minerais da rua Sala, e Jean-François Targe, mesma rua Sala, à requisição do médico Pierre Radamel, rua Saint-Dominique n° 78. 3 Veja-se “Reformador” de abril de 1947, pág, 85.






Fonte: http://www.febnet.org.br/blog/geral/o-espiritismo/allan-kardec/

domingo, 23 de dezembro de 2012

Todo dia é Natal

Estamos nos aproximando de uma data especial no calendário terreno: em 25 de dezembro, comemoramos o Natal, dia do nascimento de Jesus.
Nesse período, em que nos sentimos envolver por vibrações diferentes, cabe-nos refletir sobre o significado do Natal.
No último mês do ano, as pessoas ficam mais receptivas aos bons sentimentos e propósitos de agir no bem.
A solidariedade, o respeito e a fraternidade se fazem presentes nas intenções de promover o melhor ao alcance, dentro das possibilidades de cada um.
A boa vontade é estimulada pela disposição de olhar o outro como não o fazemos ao longo do restante do ano.
O interesse em renovar hábitos e reformular atitudes torna-se evidente.
A iniciativa para servir àqueles que necessitam é mais determinada, seja para ir ao encontro do próximo, seja para receber sua demanda, tão constante no momento do Natal.
Lembramo-nos, sensibilizados, de Deus como Pai, de Jesus como Mestre e do semelhante como irmão, ampliando os laços da família universal.
Surge um novo dia repleto de oportunidades para recomeçar. Tudo, agora, com mais amor no coração e lucidez na mente para que nos tornemos instrumentos afinados com o diapasão divino.
Poderíamos estampar um acróstico para a leitura e reflexão de todos, com o rico significado do Natal:
Nascimento = renascimento, renovação, recomeço
Amor = abnegação, benevolência, renúncia
Tolerância = indulgência, paciência, compreensão
Alteridade = caridade, empatia, proximidade
Libertação = liberdade, responsabilidade, evolução
Aproveitemos esses instantes sublimes, fazendo com que eles se perpetuem em nossa existência, evocando o aniversariante, modelo e guia da humanidade, e nunca nos esquecendo de que Natal é todo dia.

Fonte: http://www.febnet.org.br/blog/geral/todo-dia-e-natal/

Jesus


Na questão 625 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo? E recebe uma resposta simples e direta: “Jesus”.1
Comentando o assunto, o Codificador observa: “Para o homem, Jesus representa o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque, sendo Jesus o ser mais puro que já apareceu na Terra, o Espírito Divino o animava”.
Essa questão, inúmeras vezes lembrada, merece uma análise. Apesar das deturpações realizadas pelos homens por meio das instituições por eles criadas, uma observação feita, com total isenção, sobre a presença de Jesus na Terra, mostra que Ele deixou uma Doutrina que ampliou e aprofundou, no sentido da valorização do amor e do conhecimento, os mandamentos recebidos por Moisés. Observa-se isso nos ensinos do Sermão da Montanha, nas parábolas, para a compreensão do Reino de Deus, e nas inúmeras oportunidades de conversação que teve, não só com os seus discípulos, mas também com as demais pessoas com quem conviveu.
Além disso, deixou os exemplos de profundo amor para com tudo que a Natureza apresenta, em especial para com os seres humanos: curou os enfermos, deu de comer aos famintos, acolheu e orientou os aflitos e perturbados de toda ordem, e deu testemunho de coragem, paciência, tolerância e perdão, especialmente no episódio da crucificação.
Dando prova, finalmente, da imortalidade, com a sua ressurreição, abriu para a Humanidade uma nova visão de vida que ultrapassa os limites da morte física. Com seus ensinos e exemplos espalhou a verdade, que agora se destaca ainda mais com o advento do Consolador Prometido.
Aqueles que estão convictos dessa realidade assumem, naturalmente, o dever, consigo mesmos, de trabalhar, nesta e nas próximas reencarnações, no propósito de substituir os seus velhos e viciados hábitos por novos, decorrentes da vivência do Evangelho e formados à luz da Doutrina de Jesus, que é a expressão das Leis de Deus.
“Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.”2 – JESUS
Nestor João Masotti – Presidente licenciado da FEB
Transcrição do Editorial da revista Reformador de dezembro de 2009
 _______________
1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Ed. Comemorativa do Sesquicentenário. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2007. 2. João, 13:17.
Fonte: http://www.febnet.org.br/blog/geral/colunistas/jesus/

sábado, 24 de novembro de 2012

Congresso Espírita Mundial


Com a realização dos Congressos Espíritas Mundiais, o Conselho Espírita Internacional procura consolidar um espaço no âmbito internacional para a divulgação dos ensinos espíritas em todos os países. A presença de reconhecidos oradores de diferentes nacionalidades, programas e temários sempre atuais e a presença crescente de milhares de congressistas, dentre outros destaques, fazem de cada Congresso Espírita Mundial um evento único.
O primeiro congresso,realizado pelo CEI, ocorreu em Brasília, no ano de 1995. O segundo foi em Portugal na capital Lisboa, no ano de 1998. A cidade de Guatemala em Guatemala foi em 2001 sede do terceiro congresso espírita mundial. O 4º congresso, em homenagem ao bicentenário de Allan Kardec, em 2004, foi realizado em Paris, na França, e em 2007, no ano de comemoração dos 150 anos do lançamento do Livro dos Espíritos, a cidade de Cartagena, na Colômbia foi palco do 5° Congresso.
O último, foi o 6º Congresso Espírita Mundial, que se realizou em Valencia, na Espanha.
O 7º. Congresso Espírita Mundial será realizado em Havana – Cuba, de 22 a 24 de março de 2013 e terá como tema central: “A Educação Espiritual e a Caridade na Construção de um Mundo de Paz” -150 anos de O Evangelho segundo o Espiritismo. Mais informações no site oficial do Congresso: www.7cem.org ou no site do CEI www.intercei.com
Confira os vídeos promocionais.




sábado, 17 de novembro de 2012

Opinião dos Espíritos sobre Evangelização – Bezerra de Menezes


Que orientação os Amigos Espirituais dariam aos pais espíritas em relação ao encaminhamento dos filhos à Escola de Evangelização dos Centros Espíritas?

Conquanto seja o lar a escola por excelência onde a criatura deva receber os mais amplos favores da educação, burilando-lhe o sentimento e o caráter, não desconhecemos a imperiosidade de os pais buscarem  noutras instituições sociais o justo apoio à educação da prole; e, assim, deverão encaminhar os filhos, no período oportuno, para as escolas do saber, viabilizando-lhes a instrução. Entretanto, jamais deverão descuidar-se de aproximá-los dos serviços da evangelização, em cujas abençoadas atividades se propiciará a formação espiritual da criança e do jovem diante do porvir.

Há pais espíritas que, erroneamente, têm deixado, em nome da liberdade e do livre-arbítrio, que os filhos avancem na idade cronológica para então escolherem este ou aquele caminho religioso que lhes complementem a conquista educativa no mundo. Tal medida tem gerado sofrimento e desespero, luto e mágoa, inconformação e dor. Porque, uma vez perdido o ensejo educativo na idade propícia à sementeira evangélica, os corações se mostram endurecidos, qual terra ressequida, árida, rebelde ao bom plantio, desperdiçando-se valioso período de ajuda e orientação. É então que somente a dor, a duros golpes provacionais, poderá despertar para refazer e construir.

Bezerra de Menezes
Psicografia Júlio Cezar Grandi Ribeiro – Vila Velha (ES), 2 de agosto de 1982

Fonte: http://www.dij.febnet.org.br/evangelizador/opiniao-dos-espiritos-sobre-evangelizacao/opiniao-dos-espiritos-sobre-evangelizacao-bezerra-de-menezes-7

domingo, 4 de novembro de 2012

O Uruguai legalizou o aborto, mas a polêmica não terminou



Por JAIME FERREIRA LOPES
O Uruguai tem agora uma lei que permite o aborto até 12.ª semana de gestação, com algumas restrições. Na América Latina, o aborto só era permitido em Cuba e na Cidade do México. Os que lutam contra a legalização do aborto no Brasil conhecem bem o discurso “reacionário e conservador” de quem acha que matar um ser humano, qualquer que seja a fase de sua gestação intrauterina, é ser “progressista”, “moderno” ou de esquerda. E foi evidentemente essa visão política e ideologicamente equivocada que prevaleceu no parlamento uruguaio.
No entanto, a oposição política e os movimentos sociais pró-vida uruguaios prometem travar uma dura e longa batalha, apresentando recursos à Suprema Corte e uma apelação à Corte Interamericana de Justiça à luz do Pacto de San José da Costa Rica, que, em seu artigo 4.º, prevê: “Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.” Além destas medidas, a oposição política uruguaia está disposta também a aprovar no Parlamento uruguaio a convocação de um referendo sobre esta lei do aborto.
Portanto, a polêmica não termina com a promulgação dessa norma jurídica. Os opositores do aborto não descansarão até a revogação desta lei, demore o tempo que for. Aliás, o movimento revisionista de leis liberalizantes da prática do aborto torna-se cada vez mais forte em diversos países, como nos Estados Unidos, na Espanha e em Portugal.
Não adianta apenas nos indignarmos quando isso acontece. Precisamos entender que se trata de uma estratégia internacional arquitetada na Organização das Nações Unidas (ONU) e que vem, sistematicamente, exercendo forte pressão sobre os países nos quais a legislação interna coíbe a prática do aborto, como é o caso do Brasil; segundo essa estratégia, o aborto é um dos elementos integrantes da política internacional de controle populacional. Esse plano inclui ainda o financiamento internacional de fundações americanas interessadas também na liberação do aborto por motivos outros, nem sempre claramente expressos.
Diante dessa estratégia, que conta com apoio da grande mídia em qualquer parte do mundo, resta aos que não pactuam com a cultura da morte – que tem como substrato político-ideológico uma concepção reducionista e coisificante da vida humana – afirmar os valores ético-morais que permeiam a dignidade da vida humana, sem os quais essa dignidade estará permanentemente vilipendiada e ameaçada.
Por fim, a aprovação do aborto em um país vizinho ao nosso só nos fortalece para continuarmos a lutar em defesa da vida humana, conscientizando e mobilizando permanentemente o povo brasileiro, que em várias pesquisas de opinião tem demonstrado que rechaçará toda e qualquer proposta de lei que queira descriminalizar o aborto em nosso país – vide a rejeição unânime do Projeto de Lei 1.135/1991 na Câmara dos Deputados. E tudo indica que o mesmo acontecerá com as propostas liberalizantes em relação ao aborto e à eutanásia na proposta de revisão do Código Penal que ora tramita no Senado Federal.
Jaime Ferreira Lopes, bacharel em Direito e em Filosofia, é vice-presidente nacional executivo do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil Sem Aborto).